BASTARD SONS OF ROCK 'N' ROLL

        Lançamos no final de 2015 nosso queridíssimo “Bastard Sons Of Rock ‘n’ Roll. Primeiro álbum de estúdio da Overfuzz! Gravado na cidade histórica de Pirenópolis (GO), no estúdio Rocklab Produções Fonográficas, produzido por Gustavo Vazquez. A arte da capa é de autoria de Danilo Itty e Douglas de Castro (Bicicleta Sem Freio).

     O álbum contém doze faixas, sendo dez músicas e duas vinhetas, e funciona como uma "linha-do-tempo": todas as músicas são emendadas, gerando uma sequência de diferentes climas, passando por sonoridades insanas e agressivas, outras mais calmas e macias, até outras extremamente lúdicas. No decorrer das faixas, o ouvinte viaja por várias texturas e diferentes timbres. Uma experiência completa, feito para se ouvir de cabo a rabo.

       A pré-produção ocorreu em Goiânia em novembro de 2014. Foi nessa época que selecionamos as músicas que entrariam no álbum. Reformulamos coisas antigas, começamos a pensar nos timbres, na ordem das faixas, criamos músicas novas, mudamos músicas velhas, enfim, iniciamos a construção da coisa toda. Foi um período muito importante, pois reaprendemos a tocar nossas próprias músicas. Entramos numa sintonia maior ainda, e passamos a nos sentir de fato prontos para a gravação oficial, a qual ocorreu cerca de um mês depois.

 

        Em janeiro de 2015, nos mudamos para Pirenópolis e lá passamos quase o mês inteiro gravando, num processo de imersão total. Morávamos no estúdio, respirando música todos os dias, o que fez toda a diferença. Nossa rotina de trabalho era das 10 às 22 horas, o dia inteiro gravando, timbrando, experimentando diferentes sons, testando possibilidades e ouvindo referências. Gravando, regravando, e gravando de novo. E foi assim, dia após dia. Música e só! No fim de Janeiro voltamos para Goiânia com o instrumental do álbum finalizado. Durante o semestre, voltamos lá em três semanas distintas para gravar as vozes e acertar os últimos detalhes. Em agosto o disco já estava pronto: tudo gravado, mixado e masterizado.

      Durante as gravações, usamos vários equipamentos diferentes e nos demos a liberdade de fazer muitas experimentações. As linhas de guitarra foram gravadas com uma Gibson SG, uma Gibson Les Paul (ambas standard) e uma Telecaster Thinline G&L, cabeçotes Bogner Ecstasy e Orange Rockerverb 50, com uma caixa Orange 4x12,  além de pedais analógicos clássicos e equipamentos de fita. As linhas de baixo contaram com um Fender Precision American Deluxe, um Rickenbacker 4001 e um Ampeg SVT-7 Pro. Para as baterias usamos uma Pearl Vintage, variando entre dois bumbos diferentes e também entre quatro diferentes caixas: Mapex, Tama, Pinguim e Pearl Chad Smith. Os pratos de ataque foram Zildjan Avedis 16" e 18", os de condução um Orion Bacalhau 22" e um Zildjan K 20", enquanto o chimbal foi um Zildjan K 13". Além das linhas principais, usamos vários outros instrumentos para aprimorar a sonoridade e criar novas camadas, como por exemplo: uma guitarra de oito cordas, um bandolim, um violão, um sintetizador, uma conga, um xilofone e diversos instrumentos percussivos. Até um sino de vento rolou nesse álbum!

     Algumas curiosidades sobre o período de gravação: almoçávamos todos os dias no mesmo restaurante, o Serra, e até hoje dá saudade do tempero de lá. De noite bebíamos uma cerveja no Bar do Brizola, figura ímpar da cidade com o qual criamos um forte laço de amizade. Tão forte que dedicamos a décima faixa do álbum a ele.

     Outra grande figura que tivemos o prazer de conhecer foi o Capitão Sujeira, exemplo de cara gente fina que contribuiu de diversas formas no processo de gravação. O clima de Piri trouxe muitas coisas boas para nós da banda e para nosso álbum. Inclusive a música "Evil Desires" (faixa onze) e a vinheta “Fuzz In A Breeze” (faixa seis) surgiram lá, durante as gravações.

        Em paralelo a tudo isso, estávamos sempre em contato com o Itty e com o Douglas, conversando sobre a arte. Os primeiros rascunhos surgiram e o desenvolver das conversas foi moldando o que viria a ser a capa do nosso disco. Ficamos extremamente felizes com o caminho que tomou a identidade visual do álbum.

       Gravar em Pirenópolis, nessas condições, foi sem dúvidas uma experiência muito marcante e importante para nós, tanto como indivíduos quanto como músicos. Foi um período muito satisfatório e de muita evolução. E, da mesma forma que foi uma grande alegria gravar esse álbum, é também uma grande alegria compartilhá-lo com vocês!

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